Política Externa Brasileira: Agenda da semana (08-14 de março), por Jefferson Nascimento

09.03.2010

Visita do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Balázs

Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo – 09 a 14 de março

Péter Balázs, Ministro de Negócios Externos da Hungria

Péter Balázs, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria.

No Rio de Janeiro, o ministro húngaro encontrou-se com empresário e proferiu palestra sobre os impactos da crise financeira na União Européia no Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).

Em Brasília (dia 10), Balázs tem agenda com Celso Amorim, ocasião na qual será assinado Protocolo sobre Consultas Políticas, além de discussões sobre temas da agenda internacional. Estão previstos encontros com autoridades do Legislativo e com o ministro Miguel Jorge (MDIC).

Em São Paulo (dias 13 e 14), o ministro húngaro se reunirá com representantes da comunidade húngara, além de empresários e membros da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Hungria.

O intercâmbio comercial Brasil-Hungria somou US$ 234,6 milhões em 2009, sendo US$ 86 milhões referentes a exportações brasileiras (déficit comercial de US$ 62 milhões). O Brasil é o principal parceiro comercial da Hungria na América do Sul.

Alguns atos da relação Brasil-Hungria em vigor:

10.03.2010

Visita do Ministro do Exterior da Alemanha, Guido Westerwelle

Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro – 10 a 13 de março

Roteiro de Westerwelle pela América do Sul.

O Ministro Federal do Exterior Guido Westerwelle – no cargo desde outubro de 2009, após a vitória da coalização de centro-direita que reconduziu Angela Merkel à Chancelaria Federal alemã – empreende sua primeira visita ao Brasil. Westerwelle realiza tour pela América do Sul, o qual  já incluiu Chile, Argentina e Uruguai. O Brasil é peça fundamental na política comercial alemã para a América do Sul; estima-se que em 2010 o mercado brasileiro deverá absorver 54% das exportações da Alemanha para a região.

Em Brasília (dia 10), Westerwelle encontra-se com Celso Amorim, cumprindo um agenda que inclui debate sobre o aprofundamento da Parceria Estratégica Brasil-Alemanha, além de questões da agenda internacional de interesse comum, dentre elas a reforma das organizações internacionais, desarmamento e mudança climática. Conversa recente do ministro alemão com a Secretária de Estado  dos EUA Hillary Clinton (a qual também realizou visita à região recentemente) leva a crer que as conversas políticas entre Westerwelle e Amorim abrangerão as diferenças na abordagem da celeuma referente ao programa nuclear do Irã, até por conta da cadeira não-permanente no Conselho de Segurança da ONU que o Brasil atualmente ostenta. Ainda na capital federal, Westerwelle deverá se encontrar com o Ministro Miguel Jorge (MDIC)

Em São Paulo (dia 11), o ministro alemão visitará, em Jundiaí, a Siemens do Brasil – empresa presente no país desde 1867 –, o Colégio Visconde de Porto Seguro, além  de se encontrar com o Presidente da Câmara de Comércio Exterior Brasil-Alemanha. A visita de Westerwelle a São Paulo foi precedida pela vinda de delegações de empresários alemães, cabendo citar a abertura de escritório de representação comercial do Estado da Baixo Saxônia na capital paulista.

Guido Westerwelle, Ministro do Exterior da Alemanha.

No Rio de Janeiro (dia 12), Westerwelle deve se reunir com o Governador Sérgio Cabral, além de visitar as instalações da Eletrobrás – mais de 50% dos equipamentos e sistemas de energia elétrica no Brasil provém de empresas alemães. A agenda do ministro alemão no Rio inclui, ainda, encontro com representantes dos comitês organizadores da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016., além de participação na abertura do simpósio “Mega Eventos Esportivos e Desenvolvimento Urbano Sustentável” Uma delegação de 25 empresários alemães também está no Brasil em busca de oportunidades de cooperação no setor ferroviário, principalmente após o impulso no segmento no Brasil decorrente dos eventos esportivos vindouros. O setor ferroviário movimenta cerca de € 90,5 bilhões anualmente, sendo que a Alemanha é responsável por mais de 10% desse montante. Em dezembro de 2009, o Presidente Lula esteve na Hamburgo, ocasião na qual discutiu projetos de infra-estrutura do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) com empresários alemães.

Em  2008, as importações brasileiras de produtos alemães somaram € 9,9 bilhões (4º maior vendedor), enquanto as exportações totalizaram € 6,2 bilhões (5º maior comprador), representando um déficit comercial de € 3,7 bilhões. Mais de 1.200 empresas alemãs estão instaladas no Brasil, constituindo o maior parque industrial de origem alemã fora da Alemanha.

Alguns atos da relação Brasil-Alemanha em vigor:

11.03.2010

Visita do Presidente Lula ao Chile, por ocasião da posse do presidente-eleito Sebastián Piñera

Valparaíso, Chile

Presidente Lula e o então candidato Piñeda (novembro de 2009).

O Presidente Lula comparecerá à posse de seu homólogo chileno, Sebastián Piñera, cuja vitória eleitoral em dezembro de 2009 pôs fim a duas décadas de domínio político da centro-esquerda chilena. O então candidato Piñera visitou o presidente Lula em novembro último, ocasião na qual se reuniu com autoridades do Legislativo e lideranças da oposição. O novo presidente chileno é empresário bilionário, com doutorado em Economia em Harvard e participação acionária em diversas empresas, dentre elas clubes de futebol e LAN, a companhia área nacional chilena. A ascensão de um presidente conservador no Chile tem levado a prognósticos pessimistas quanto ao desenvolvimento das relações do país com seus vizinhos da América do Sul, região atualmente com governos prevalentemente de centro-esquerda. Essas previsões baseiam-se em declarações de Piñeda, que além da proximidade com o presidente colombiano Alvaro Uribe, teria dito que a Venezuela não é uma democracia, além demonstrar pouca disposição em discutir demandas de fronteiras com Peru e Bolívia, em oposição aos movimentos empreendidos pela Presidente Bachelet.

A visita de Lula também reafirmará a solidariedade do Brasil diante da catástrofe ocasionada pelo terremoto ocorrido no Chile na madrugada de 27 de fevereiro. A mobilização brasileira para assistência após o ocorrido, iniciada ainda no dia 27, inclui um Hospital de Campanha (HCamp) mantido em Santiago pela Marinha do Brasil, unidade de atendimento com capacidade para realizar até 400 atendimentos diários, transladado até a capital chilena por aviões da FAB. Helicópteros brasileiros já transportaram mais de vinte toneladas de alimentos, cobertores e água desde o início das operações na cidade chilena de Concépcion, uma das mais atingidas pelo tremor.

No início de fevereiro de 2010, o ministro Celso Amorim realizou visita oficial a Santiago do Chile, ocasião na qual foram discutidos assuntos regionais, como a assistência humanitária e os esforços de reconstrução do Haiti, a atuação de ambos os países na MINUSTAH, além de temas relativos à UNASUL e à OEA.

Em 2009, o intercâmbio comercial entre Brasil e Chile alcançou o valor de US$ 5,3 bilhões, dos quais US$ 2,6 bilhões corresponderam a exportações brasileiras.

Ver mais:

Alguns atos da relação Brasil-Chile em vigor:

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