Cúpula do G20 – Coréia do Sul 2010: Perspectivas de 5 países-chave, por Jefferson Nascimento

English version

Ocorre, entre os dias 11 e 12 de novembro, na Coréia do Sul, a reunião de Cúpula do G20, principal fórum de negociações econômicas e coordenação mundial de políticas de governo. O G20 é composto por dezenove países – África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, EUA, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia – e a União Européia. Juntos, os membros do G20 representam mais de 85% da economia mundial.

O encontro visa discutir o estado da economia mundial após a crise financeira, com especial ênfase para a redução na volatilidade dos mercados, criando condições para um crescimento global sustentado. O estabelecimento de uma estrutura de cooperação e a reforma das organizações financeiras internacionais e outras formas de regulação financeira também serão debatidas, bem como a criação de um sistema de segurança global de finanças e projetos de mitigação da pobreza global e do subdesenvolvimento.

Trata-se do quinto encontro do grupo – os anteriores ocorreram em Washington, Pittsburgh, Toronto e Londres –, sendo a primeira vez em que é sediado em um país não pertencente ao antigo G7. Para a cúpula da Coréia, foram convidados, também, líderes da Etiópia, Malauí, Cingapura, Espanha e Vietnã, além de Ban Ki-moon (ONU), Juan Somavia (OIT), Robert Zoellick (Banco Mundial), Dominique Strauss-Kahn (FMI), Angel Gurría (OCDE), Pascal Lamy (OMC) e Mario Draghi (FSB).

Visando proporcionar uma visão abrangente das perspectivas da cúpula, tentaremos sintetizar o espírito das propostas tomando por base as posições de cinco países-chave no encontro: Alemanha, Brasil, China, Coréia do Sul e Estados Unidos.


Alemanha

Os alemães defendem o estabelecimento de indicadores que permitam avaliar a situação econômica e financeira dos países, incluindo, entre outros, o grau da flexibilidade das taxas de câmbio, o nível de medidas protecionistas, o montante de subsídios ineficientes e distorcivos e a sustentabilidade fiscal. A preocupação com a escalada de medidas protecionistas não é gratuita: segundo maior exportador do mundo (atrás apenas da China), a Alemanha tem sua economia fortemente baseada no modelo exportador, setor que responde por cerca de um terço do PIB do país. Assim, autoridades alemãs propõem aos demais líderes do G20 o compromisso com promoção do livre comércio e investimentos, visando garantir a recuperação e crescimento, além de mitigar dificuldades nos países em desenvolvimento. As práticas da chamada guerra cambial também tem sido criticadas pelos alemães; o ministro da Economia, Rainer Brüderle, deplorou a manipulação do dólar empreendida por Washington, enquanto a chanceler Angela Merkel condenou a utilização de políticas que distorcem o câmbio para fortalecer a competitividade.

Dentre as medidas adotadas pela Alemanha após a crise financeira de 2008 está a introdução de taxação sobre bancos (cuja proposta de adoção internacional não obteve apoio suficiente no próprio G20), porém o pacote de estímulo foi visto como insuficiente, o que tem se refletido nas frágeis vendas no varejo no país. Os modestos resultados das medidas alemães ensejaram críticas do governo norte-americano, que acusa o país de ter feito pouco pela retomada da economia global.

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Brasil

O Brasil defende a possibilidade de os países emergentes adotarem medidas de controle de capital para se proteger de fluxos excessivos de capital externo. Em 18/10, o Brasil aumentou o IOF para 6% sobre capitais em títulos, além de elevar de 0,38% para 6% o IOF sobre as margens de depósito de derivativos. Embora tais medidas tenha atenuado em parte a entrada de dólares no Brasil, o ingresso de divisas permanece alto – outubro registrou o segundo maior aumento nas reservas internacionais brasileiras (cerca de US$ 9,3 bilhões, +3,4% na comparação com setembro/2010). Em razão disso, autoridades brasileiras cogitam subir ainda mais o IOF sobre ações e títulos, além de reintroduzir o imposto de renda sobre investimentos estrangeiros em títulos públicos. Outros países, como a Coréia do Sul e África do Sul, provavelmente adotarão medidas similares, limitando fluxos de capitais estrangeiros e promovendo medidas para regular investimentos estrangeiros por fundos de pensão, respectivamente.

O afrouxamento monetário norte-americano anunciado recentemente foi interpretado como sendo extremamente prejudiciais à economia brasileira, minando, em parte, a contribuição do Brasil para a recuperação global e reequilíbrio da economia mundial, focado principalmente em crescimento expressivo baseado na demanda doméstica. A fim de atenuar os efeitos sub-reptícios de manipulações cambiais, o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, tem defendido reforma no sistema financeiro mundial que estabeleça um novo padrão de reserva mundial, baseado em uma cesta de moedas, ao invés de basear-se apenas no dólar. Mantega – o primeiro a alertar, no final de setembro/2010, para os efeitos do que chamou de uma guerra cambial internacional – deu como exemplo de cesta de moedas o que já ocorre com o direito especial de saque (Special Drawing Rights – SDR) do FMI, que autoriza a utilização de quatro moedas diferentes: o dólar, o yuan, o euro e a libra esterlina.

Autoridades brasileiras demonstram preocupação com as altas taxas de juros internas, indubitavelmente um dos fatores de atração de capitais especulativos, ainda mais em um quadro de grande liquidez monetária e estagnação das economias desenvolvidas. Nesse sentido, a presidenta eleita Dilma Rousseff tem declarado que trabalhará com base em taxa de juros menores, por intermédio do recuo do gasto corrente e diminuição da relação dívida pública/PIB, possibilitando ampliação do investimento e redução dos fatores de atração de capitais em excesso.

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China

A China é um dos protagonistas da cúpula do G20, tendo em vista a controvérsia ensejada pelo efeito global do rígido controle do câmbio do yuan. Por conta disso, autoridades chinesas têm sido evasivas quando questionadas sobre questões cambiais, declarando haver consenso entre os membros do G20 quanto à ineficácia de focar sobre uma moeda ou país especificamente, dado que a causa da atual crise financeira é global. Aliás, em recente entrevista, Cui Tiankai, vice-ministro chinês das Relações Exteriores e principal negociador da China no encontro, ressaltou que a crise eclodida em 2008 não foi causada pela moeda chinesa nem pela de qualquer outra nação emergente, dando mostras de que não aceitará pressões de países desenvolvidos.

A agenda chinesa na cúpula incluirá propostas de combate a problemas estruturais, principalmente o desequilíbrio no desenvolvimento global e no sistema financeiro internacional, bem como a frágil regulação e supervisão dos fluxos de capitais. Na visão de Pequim, o excesso de liquidez – fenômeno potencializado pelo recente afrouxamento monetário dos EUA – tem causado instabilidade financeira em diversos países, em especial nações emergentes, com os países do BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China. O aumento do poder de voto no Fundo Monetário Internacional (FMI) recentemente conferido à China tem sido alardeado como possível ferramenta para o atendimento dos interesses dos países em desenvolvimento. A despeito da tensão com os país desenvolvidos – principalmente os EUA – negociadores chineses dizem manter uma comunicação constante com autoridades norte-americanas, ressaltando o papel da cúpula do G20 de incremento na coordenação e cooperação, e não de confrontação.

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Coréia do Sul

No papel de país anfitrião da cúpula, o governo coreano sustenta uma agenda ambiciosa, abrangendo questões ligadas ao desenvolvimento. Nesse rol, incluem-me o incremento em infra-estrutura, investimentos privados, criação de postos de trabalho, melhoria da educação, maior acesso de países pobres aos mercados de países desenvolvidos e inclusão financeira; criação de mecanismos que possibilitem resistir a choques financeiros ou climáticos; além de segurança alimentar e governança. Autoridades sul-coreanas têm ressaltado o papel do país como uma ponte entre os interesses das nações desenvolvidas e em desenvolvimento; a legitimidade da Coréia do Sul adviria do fato de ter sido um caso único de país que migrou, em cinqüenta anos, do mundo em desenvolvimento para o desenvolvido – há meio século, a renda per capita sul-coreana era de US$ 80 (metade da de Gana à época); hoje, é de US$ 19 mil.

A rejeição pelos sul-coreanos de uma abordagem única para o desenvolvimento econômico – por exemplo, o receituário do Consenso de Washington – leva-os a sustentar experiências bem-sucedidas em diversos países. O exemplo da Coréia do Sul rumo ao desenvolvimento incluiu, entre outros, a proteção de setores nascentes da economia, por intermédio de uma política industrial seletiva, ao invés da defesa do livre mercado e desregulamentação, afirma Ha-Joon Chang, professor de Economia na Universidade de Cambridge. A partilha de práticas como essa fundamenta as propostas sul-coreanas na cúpula do G20, evento que enseja uma expectativa no país equivalente, em certos círculos, à da Copa do Mundo de 2002.

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Estados Unidos

Após ter adotado, nas últimas semanas, medidas que acirraram os ânimos de muitos dos países participantes da cúpula da Coréia, a tendência é que haja uma busca pela conciliação na postura dos norte-americanos. Em carta enviada a outros líderes do G20 logo após sua chegada à Coréia do Sul, o presidente Barack Obama tentou apaziguar as tensões nas relações econômicas mundiais, muito embora não tenha feito referência direta aos temas centrais do debate, quais sejam, o afrouxamento monetário (QE – quantitative easing) recentemente anunciado pelo Federal Reserve – na ordem de US$ 600 bilhões, e as intervenções cambiais empreendidas pela China. Na carta, Obama afirmou que uma economia forte dos EUA é essencial para a recuperação mundial, conclamando que as demais nações façam a sua parte na recuperação global da economia, deixando de lado as diferenças até agora verificadas.

Além do polêmico afrouxamento monetário – condenado em todo mundo, principalmente pelos países no qual a liquidez excessiva do dólar tem ocasionado os efeitos mais deletérios –, autoridades norte-americanas têm criticado com vigor o desequilíbrio global nos fluxos comerciais. Em entrevista em Nova Déli, Obama condenou a existência de países com altos índices de superávits comerciais (por exemplo, China e Alemanha), enquanto outros apresentam elevados déficits (EUA, principalmente), sem que haja propostas de ajustes monetários que permitam um crescimento mais equilibrado. Washington entende que superávits desproporcionais de alguns países mascaram, por meio de distorções monetárias, a fraqueza de sua demanda doméstica, uma referência indireta à China, porém parcialmente aplicável também à Alemanha. Como proposta, os EUA apresentaram a idéia de estabelecer como meta limitar em 4% do PIB os déficits ou superávits em conta corrente a partir de 2014 (na Alemanha, há superávit de 5,4%; na China, 4,9%; nos EUA, déficit de -3,3%), porém, após críticas generalizadas, os norte-americanos recuaram e passaram a propor “bandas” meramente indicativas para contas correntes. Mesmo com a atenuação do tom, a China e Alemanha permanecem céticas quanto à adoção de medidas que impliquem restrições a seus modelos exportadores.

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G20 Summit – South Korea 2010: 5 key countries’ perspectives

The G20 Seoul Summit 2010 will take place in South Korean capital during November 11–12, 2010, gathering leaders in the premier forum for economic negotiations and global coordination of government policies. The G20 is composed by nineteen countries – South Africa, Germany, Saudi Arabia, Argentina, Australia, Brazil, Canada, China, South Korea, USA, France, India, Indonesia, Italy, Japan, Mexico, UK, Russia and Turkey – and the European Union. Together, the G20 members represent over 85% of the world economy.

The meeting aims to discuss the state of the world economy after the 2008 financial crisis, with particular emphasis on reduction in market volatility, creating conditions for a sustained global growth. The establishment of a framework for cooperation and the reform of international financial organizations and other forms of financial regulation will also be discussed, as well as creating a system of global security and finance projects aiming to undermine global poverty and underdevelopment.

This is the fifth meeting of the group – the former occurred in Washington, Pittsburgh, Toronto and London – is the first time it is held in a country outside the G7 world. Leaders of Ethiopia, Malawi, Singapore, Spain and Vietnam were also invited, besides of Ban Ki-moon (UN), Juan Somavia (ILO), Robert Zoellick (World Bank), Dominique Strauss-Kahn (IMF), Angel Gurría (OECD), Pascal Lamy (WTO) and Mario Draghi (FSB).

In order to provide a comprehensive view of the prospects of the summit, we will try to synthesize the spirit of the debates based on the positions of five key countries in the meeting: Germany, Brazil, China, South Korea and the United States.

Germany

Germans supported the establishment of indicators to assess the economic and financial situation of countries, including, among others, the degree of flexibility in exchange rates, the level of protectionist measures, the amount of subsidies and distorting and inefficient fiscal sustainability. The concern at the escalation of protectionist measures is well funded: as the second largest exporter in the world (after China), Germany has its economy based heavily on the international trade, a sector that accounts for about one third of its GDP. Thus, Germany proposes to the other G20 leaders a clear commitment to promoting free trade and investment, aimed at ensuring the recovery and growth, and alleviate problems in developing countries. The practice of so-called international exchange war has also been criticized by the Germans: Rainer Brüderle, Federal Minister for Economics and Technology, deplored the manipulation of the dollar was taken by Washington, while Chancellor Angela Merkel condemned the use of policies that distort the exchange rate to strengthen competitiveness.

Among the measures adopted by Germany after the 2008 financial crisis were the introduction of banking taxes (whose proposal for international adoption did not receive sufficient support among G20 countries), but the stimulus package was seen as insufficient, which has been reflected in weak retail sales in the country. The modest results of the German measures had triggered some criticism by U.S. government, which accuses the European country of doing little for the resumption of the global economy.

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Brazil

Brazil supports the possibility of emerging countries to adopt measures to control capital to protect themselves from excessive flows of foreign capital. On 18 October, Brazil increased the IOF financial tax on foreign investment to 6% on capital securities, plus an increase taxation from 0.38% to 6% on the margins of the deposit of derivatives. Although such measures have partly alleviate the entry of dollars in Brazil, the inflow of foreign currency remains quite high – in October there were the second highest increase in Brazil’s international reserves (nearly $ 9.3 billion, +3.4% compared to September 2010). As a result, Brazilian officials warn of further rise on IOF tax over stocks and bonds, in addition to reinstating the income tax on foreign investments in Brazilian government bonds. Other countries like South Korea and South Africa are likely to adopt similar measures, limiting foreign capital flows and promoting measures to regulate foreign investments by pension funds, respectively.

The U.S. quantitative easing (QE) announced recently been interpreted as being extremely harmful to the Brazilian economy, undermining, in part, Brazil’s contribution to the overall recovery and rebalancing the world economy, primarily focused on significant growth based on domestic demand. In order to mitigate the deviously manipulation of currency, the Brazilian Minister of Finance Guido Mantega has sustained reforming the global financial system which establishes a new standard of world reserves, based on a basket of currencies, rather than rely on only in U.S. dollars. Mantega – who warned in late September 2010 for the hazardous effects of what he coined an international exchange war – mentioned the IMF’s Special Drawing Right (SDR), which authorizes the use of four different currencies: the dollar, the yuan, the euro and the British pound.

Brazilian officials express concern about the high domestic interest rates, undoubtedly one of the factors that attract speculative capital, especially in a context of ample liquidity and monetary stagnation in developed economies. Accordingly, the President-elect of Brazil, Dilma Rousseff, has declared that it will work based on lower interest rate, through the retreat of current spending and reduced public debt-GDP relation, allowing expansion of investment and reducing the factors that attract capital in excess.

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China

China is one of the protagonists of the G20 summit given the controversy occasioned by the global effect of tight control of the yuan exchange. Thus Chinese officials have been evasive when questioned on exchange rate issues, stating there is no consensus among members of the G20, enhancing the ineffectiveness of focusing on a particular country or currency, since the cause of the current financial crisis is global. Indeed, in a recent interview, Cui Tiankai, Chinese Assistant Minister of Foreign Affairs and chief negotiator of China at the meeting, stressed that the crisis erupted in 2008 was not caused by Chinese currency nor any other emerging nation, showing that the Chinese will not accept any kind of pressure from developed countries.

China’s agenda at the summit include proposals to combat the structural bottlenecks, particularly the imbalance in global development and the international financial system and the weak regulation and supervision of capital flows. According to Beijing, the excess liquidity – a phenomenon compounded by the recent quantitative easing announced by the U.S. – has caused financial instability in many countries, particularly emerging nations, like BRIC countries – Brazil, Russia, India and China. Increased voting power in the International Monetary Fund (IMF) recently awarded to China has been touted as a possible tool to meet the interests of developing countries. Despite the tension with the developed countries – mainly the U.S. – Chinese negotiators say they maintain constant communication with U.S. officials, emphasizing the role of the G20 summit to increase coordination and cooperation, not confrontation.

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South Korea

Host of the summit, the Korean government keeps an ambitious agenda, covering various development issues including enhancement in infrastructure, private investment, creating jobs, improving education, increasing access of poor countries to markets of developed countries and financial inclusion, creation of mechanisms that allow withstand financial and environmental shocks, in addition to food security and governance. South Korean officials have stressed the country’s role as a bridge between the interests of developed and developing nations, pointing out the legitimacy of South Korea as a singular case of a country that has moved, in fifty years, from the development world to the developed one – in nearly half a century, the South Korea’s per capita income was $80 (half of Ghana at the time); today it amounts to $19,000.

The rejection by the South Koreans of a default approach to economic development – such as Washington Consensus policies – leads them to support successful cases in several countries. The example of South Korea toward the development included, among others, protection of blooming industries of the economy, through a selective industrial policy, rather than the defense of free markets and deregulation, says Ha-Joon Chang, professor of Economics at Cambridge University. The sharing of such practices based South Korean proposals at the G20 summit, an event that gives rise to an expectation in the country roughly comparable to the FIFA World Cup 2002.

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United States

After adopting, in recent weeks, measures that triggered far-flung criticism among G20 members, the trend is that there is a quest for reconciliation in the attitude of US government. In a letter sent to other G20 leaders shortly after his arrival in South Korea, President Barack Obama tried to quell tensions in international economic relations, even though he made no direct reference to the main theme of the debate, namely, the quantitative easing recently announced by the Federal Reserve – amounting to $600 billion – and foreign exchange interventions undertaken by China. In the letter, Obama stated that a strong U.S. economy is essential to the global recovery, urging that other nations do their best to the in the recovery of the economy, leaving aside the differences found so far.

In addition to quantitative easing controversial – condemned worldwide, mainly by the countries in which the excess liquidity has caused the worst effects – U.S. authorities have vigorously criticized the imbalance in global trade flows. In an interview in New Delhi, Obama condemned the existence of countries with high trade surpluses (e.g., China and Germany), while others have high deficits (the U.S., mostly), with no proposals for monetary adjustments that allow a growing balanced. Washington believes that disproportionate surpluses of some countries mask, through monetary distortions, the weakness of its domestic demand, an indirect reference to China, but also partially applicable to Germany. Initially, the U.S. proposed setting a target limit of 4% of GDP deficits or current account surpluses from 2014 (in Germany, there is a surplus of 5.4% in China, 4.9% in U.S. deficit of -3.3%), but after widespread criticism, the Americans withdrew and began to propose “bands” as mere references to current accounts. Even with the reduction of tone, China and Germany remain skeptical about the adoption of measures involving restrictions on their export-led economies.

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