Observatório da Política Externa do Brasil: Informe nº. 77

Observatório da Política Externa do Brasil (NEI/FDUSP)

Sumário de temas da agenda de política externa brasileira (30.05.2013 – 05.06.2013):

Direitos Humanos
Haiti; Brasil; Fronteira; Deportação; Índios

Instituições Internacionais e Cooperação Bilateral
Tratado do Comércio de Armas; Joseph Biden; Luiz Inácio Lula da Silva; Acordo; Aliança Estratégica; Argentina


Direitos Humanos
Por Maria Luciano e Marina Luna

Coletiva de imprensa concedida pelo Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Antonio de Aguiar Patriota, e pelo Primeiro-Ministro da República do Haiti, Laurent Lamothe.  Foto: Gustavo Ferreira/AIG-MRE
Pressionados pelo governo, países que estão sendo usados como corredores até a fronteira brasileira aumentaram a deportação e prisão de haitianos. Haitianos que tentam chegar ao Brasil estão sendo deportados de volta ao Caribe e detidos em países vizinhos, num esforço regional para frear a entrada dessa população no País. No mês passado, o primeiro-ministro do Haiti, Laurent Lamonthe, visitou o Brasil na esperança de atrair investimentos para o país mais pobre do Ocidente. A diplomacia brasileira, porém, vem tentando convencer países da região amazônica e mesmo a República Dominicana – que divide com o Haiti a Ilha Hispaniola – a atuar de forma mais dura diante do grande fluxo de haitianos e dos esquemas montados por máfias para levar esses imigrantes ao Brasil, com documentos falsos e promessas de emprego.

Quanto aos conflitos com indígenas no Centro-Oeste – que mereceu matéria no The New York Times – a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (5) que leva em consideração as reivindicações dos povos indígenas, mas disse que “o governo brasileiro cumpre lei rigorosamente”. A fala da presidente expõe a orientação geral passada aos ministros envolvidos nas tratativas com índios de diversas etnias. Desde a morte do índio terena, no Mato Grosso do Sul, na semana passada, o Palácio do Planalto preparou uma ação coordenada, mas censurou ministros que tecessem comentários sobre a decisão pela reintegração de posse que gerou o conflito.

Retornar ao topo

Algumas notícias:


Instituições Internacionais e Cooperação Bilateral
Por Henry Suzuki e Priscila Pires

(Fonte: Yahoo)

Na última sexta-feira, 31, a presidente Dilma Rousseff recebeu o vice-presidente norte-americano Joseph Biden. No encontro foram discutidas parcerias entre os dois países na área militar, de educação e de comércio. Embora tenha elogiado as relações entre o Brasil e os Estados Unidos, ressaltou o vice presidente norte-americano que “ainda há lacunas entre o que realizamos juntos e o que somos capazes de fazer juntos”. Segundo informações da Folha de S.Paulo, Biden afirmou ainda que o Brasil virou referência no mundo por ter aliado democracia ao desenvolvimento. Após o encontro com Dilma, Biden foi recebido pelo vice-presidente brasileiro Michel Temer, com quem discutiu temas como barreiras comerciais e investimentos.

No início desta semana foi assinado por 62 Estados o primeiro tratado sobre venda internacional de armas convencionais aprovado na Assembleia Geral da ONU. Para que entre em vigor, o Tratado do Comércio de Armas deve ser ratificado por pelo menos 50 países membros da ONU. Segundo o representante brasileiro na Conferência do Desarmamento, o embaixador Antonio José Vallim Guerreiro, o tratado “constitui uma importante contribuição para a proteção de populações civis em situações de conflitos, para a prevenção de conflitos internacionais e para a redução da violência urbana armada”.Ainda nesta semana o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o presidente do Peru, Ollanta Humala, no Palácio de Lima. Lula, que foi recebido com honras de chefe de Estado, inaugurou juntamente com Humala o fórum Dez Anos da Aliança Estratégica Brasil-Peru, que reúne cerca de 300 empresários peruanos e brasileiros. O evento, organizado pela Capebras (Câmara Peruana-Brasileira), comemora o 10º aniversário da aliança econômica bilateral assinada em 2003, que permitiu multiplicar em seis vezes o comércio entre os dois países.

Outro acordo recebeu destaque da mídia. De acordo com a apuração do jornal Folha de S. Paulo, o acordo automotivo entre Brasil e Argentina deve ser prorrogado por mais 12 ou 18 meses, nas mesmas condições. Em vigor desde 2008, o acordo tem como objetivo equilibrar o comércio e reduzir os prejuízos argentinos. No entanto, o clima político das negociações não parece ser favorável e as negociações seguem travadas.

Retornar ao topo

Algumas notícias:


Dúvidas sobre o Observatório da Política Externa do Brasil do NEI/FDUSP? Contate-nos em observatorio@nei-arcadas.org.


Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s