Oficina: Quem faz Política Externa?

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Quem são os atores envolvidos na formulação, execução e implementação da Política Externa no Brasil? Essa é uma das questões que serão tratadas na Oficina “Quem faz Política Externa?”, a ser ministrada pelo Observatório da Política Externa do Brasil, atividade de extensão do NEI/FDUSP – Núcleo de Estudos Internacionais do Largo de São Francisco.

O evento ocorrerá em 02 de março (quarta-feira), às 16h, na Sala dos Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no âmbito da Calourada das Entidades 2016 do XI de Agosto.

Conforme participação no evento em https://www.facebook.com/events/1698345037076332/

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Observatório da Política Externa do Brasil: Inscrições abertas para o Processo Seletivo 2016

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Estão abertas até o dia 06/03/2016 (domingo) inscrições para a disciplina “Observatório da Política Externa do Brasil”, Projeto do Núcleo de Estudos Internacionais do Largo São Francisco (NEI/FDUSP). São até 10 (dez) vagas destinadas a alunas e alunos matriculados do 1º ao 5º ano da graduação da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. A atividade é supervisionada pelo Professor Geraldo Miniuci Ferreira Junior. Veja o edital aqui.

O Observatório da Política Externa do Brasil (P1′)

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A disciplina de extensão “Observatório da Política Externa do Brasil” tem por objetivo proporcionar, aos alunos e às alunas da graduação, contato crítico com o processo de formulação e implementação da política externa brasileira. As atividades dos alunos e das alunas se darão em duas fases: a) Pesquisa dos elementos que informam a construção do interesse nacional pelas instâncias político-administrativas do Estado brasileiro, tomando como base os itens constantes na atual agenda de política externa brasileira; e b) Contraposição dos elementos obtidos às percepções da sociedade civil sobre os respectivos temas, por meio de manifestações da imprensa, ONGs, partidos políticos e outros membros da sociedade civil organizada.

A partir de 2014, o Observatório tem buscado acompanhar o estabelecimento de mecanismos de participação da sociedade civil sobre temas de política externa pelo Ministério das Relações Exteriores. As atividades incluíram o monitoramento do debate sobre iniciativas como o Livro Branco da Política Externa e um Conselho Nacional de Política Externa. Em 2016, o Observatório manterá a ampliação do enfoque iniciada em 2015, buscando analisar instrumentos de participação social em outros entes governamentais que desempenham funções de elaboração, execução, implementação e fiscalização da política externa brasileira. Esses entes incluem órgãos do Executivo – por exemplo, o Ministério da Justiça, Secretaria de Direitos Humanos, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – e do Legislativo – principalmente as Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Período de Realização e Carga Horária

A Disciplina será realizada ao longo dos dois semestres letivos de 2016. As reuniões, quinzenais, ocorrerão às sextas-feiras à tarde.

Professor orientador, integrante do quadro docente da FADUSP

A Disciplina será orientada pelo Professor Associado Dr. Geraldo Miniuci Ferreira Junior, integrante do quadro docente do Departamento de Direito Internacional e Comparado da FDUSP e docente na Universidade de São Paulo desde 2010.

Responsável pelo desenvolvimento da atividade

As atividades da Disciplina serão desenvolvidas sob responsabilidade de Jefferson Nascimento, aluno de doutorado do Departamento de Direito Internacional e Comparado da FDUSP, sob orientação do Professor Associado Dr. Geraldo Miniuci Ferreira Junior.

Critérios de avaliação das alunas e alunos no desempenho da atividade

A avaliação dos alunos e das alunas da Disciplina levará em consideração seu desempenho na realização das seguintes atividades, entre outras:

  1. Pesquisa e acompanhamento das iniciativas do Governo brasileiro no âmbito de iniciativas de consulta da sociedade civil na formulação da política externa do Brasil.
  2. Manutenção de postura proativa no que tange ao tratamento da elaboração, formulação, implementação e execução da política externa brasileira sob a ótica da transparência pública.
  3. Atualização de banco de dados com notas à imprensa da Assessoria de Imprensa do Itamaraty, classificadas de acordo com os temas constantes na atual agenda de política externa brasileira.
  4. Elaboração de informes temáticos referentes à política exterior brasileira, que serão disponibilizados em sítio eletrônico; e
  5. Participação nos encontros de debate com o orientador da Disciplina, de acordo com os objetivos do projeto.

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Processo seletivo

Número de vagas para alunas e alunos, disponíveis por semestre

Serão ofertadas até 10 (dez) vagas para alunos para os dois semestres de 2016.

Critérios de seleção

Envio dos seguintes documentos até 06/março/2016 para jnascim@gmail.com (assunto do e-mail “Processo seletivo – Observatório 2016”):

  1. Carta de motivação  no qual a candidata ou candidato deverá explicar  seu interesse pelo Observatório (até uma lauda);
  2. Comentário crítico sobre a reportagem “Em meio a crise, chanceler começa a recolocar diplomacia nos trilhos”, de Isabel Fleck, disponível em http://bit.ly/Itamaraty2016 (entre 100 e 150 palavras)

Resultado

Será divulgado em 09/Março/2016 no blog do NEI/FDUSP: www.neiarcadas.wordpress.com

Mais informações

Jefferson Nascimento – jnascim@gmail.com

WhatsApp: (11) 97611-8971

Apresentação do Observatório da Política Externa do Brasil

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Observatório da Política Externa do Brasil: Inscrições abertas para o Processo Seletivo 2015

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Estão abertas até o dia 18/03/2015 (quarta-feira) inscrições para a disciplina “Observatório da Política Externa do Brasil”, Projeto do Núcleo de Estudos Internacionais do Largo São Francisco (NEI/FDUSP). São até 20 (vinte) vagas destinadas a alunas e alunos matriculados do 1º ao 5º ano da graduação da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. A atividade é supervisionada pelo Professor Geraldo Miniuci Ferreira Junior. Veja o edital aqui.

O Observatório da Política Externa do Brasil (P1′)

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A disciplina de extensão “Observatório da Política Externa do Brasil” tem por objetivo proporcionar, aos alunos e às alunas da graduação, contato crítico com o processo de formulação e implementação da política externa brasileira. As atividades dos alunos e das alunas se darão em duas fases: a) Pesquisa dos elementos que informam a construção do interesse nacional pelas instâncias político-administrativas do Estado brasileiro, tomando como base os itens constantes na atual agenda de política externa brasileira; e b) Contraposição dos elementos obtidos às percepções da sociedade civil sobre os respectivos temas, por meio de manifestações da imprensa, ONGs, partidos políticos e outros membros da sociedade civil organizada.

Desde 2014, o Observatório tem buscado acompanhar o estabelecimento de mecanismos de participação da sociedade civil sobre temas de política externa pelo Ministério das Relações Exteriores. Assim, em 2014, os participantes da disciplina buscaram monitorar o debate sobre iniciativas como o Livro Branco da Política Externa e um Conselho Nacional de Política Externa.

Em 2015, o Observatório ampliará o enfoque, buscando analisar instrumentos de participação social em outros entes governamentais que desempenham funções de elaboração, execução, implementação e fiscalização da política externa brasileira. Esses entes incluem órgãos do Executivo – por exemplo, o Ministério da Justiça, Secretaria de Direitos Humanos, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – e do Legislativo – principalmente as Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Período de Realização e Carga Horária

A Disciplina será realizada ao longo dos dois semestres letivos de 2015. A carga horária será de 8 (oito) horas semanais.

Professor orientador, integrante do quadro docente da FADUSP

A Disciplina será orientada pelo Professor Associado Dr. Geraldo Miniuci Ferreira Junior, integrante do quadro docente do Departamento de Direito Internacional e Comparado da FDUSP e docente na Universidade de São Paulo desde 2010.

Responsável pelo desenvolvimento da atividade

As atividades da Disciplina serão desenvolvidas sob responsabilidade de Jefferson Nascimento, aluno de doutorado do Departamento de Direito Internacional e Comparado da FDUSP, sob orientação do Professor Associado Dr. Geraldo Miniuci Ferreira Junior.

Critérios de avaliação das alunas e alunos no desempenho da atividade

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A avaliação dos alunos e das alunas da Disciplina levará em consideração seu desempenho na realização das seguintes atividades, entre outras:

  1. Pesquisa e acompanhamento das iniciativas do Governo brasileiro no âmbito de iniciativas de consulta da sociedade civil na formulação da política externa do Brasil.
  2. Manutenção de postura proativa no que tange ao tratamento da elaboração, formulação, implementação e execução da política externa brasileira sob a ótica da transparência pública.
  3. Atualização de banco de dados com notas à imprensa da Assessoria de Imprensa do Itamaraty, classificadas de acordo com os temas constantes na atual agenda de política externa brasileira.
  4. Elaboração de informes temáticos referentes à política exterior brasileira, que serão disponibilizados em sítio eletrônico; e
  5. Participação nos encontros de debate com o orientador da Disciplina, de acordo com os objetivos do projeto.

Processo seletivo

Número de vagas para alunas e alunos, disponíveis por semestre

Serão ofertadas até 20 (vinte) vagas para alunos para os dois semestres de 2015.

Critérios de seleção

Envio dos seguintes documentos até 18/março/2015 para jnascim@gmail.com (assunto do e-mail “Processo seletivo – Observatório 2015”):

  1. Carta de motivação  no qual a candidata ou candidato deverá explicar  seu interesse pelo Observatório (até uma lauda);
  2. Comentário crítico sobre o artigo Dilma tem chance de mudar política externa, de Camila Asano e Laura Waisbich [disponível em www.bit.ly/ChanceDeMudar] (entre 100 e 150 palavras)
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Participantes do Observatório em evento de fechamento das atividades em 2014.

Resultado

Será divulgado em 22/Março/2015 no blog do NEI/FDUSP: www.neiarcadas.wordpress.com

Mais informações

Jefferson Nascimento: jnascim@gmail.com / WhatsApp: (11) 97611-8971

Mesa de Debate: Democratização da Política Externa Brasileira

O Observatório da Política Externa do Brasil (NEI/FDUSP) convida a comunidade acadêmica e demais interessados para a mesa de debate “Democratização da Política Externa Brasileira”. O evento ocorrerá no dia 13 de novembro, às 16h, na Sala da Congregação da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, contando com a presença de Dawisson Belém Lopes (UFMG) e Guilherme Casarões (Faculdades Integradas Rio Branco, ESPM, CPDOC/FGV) e moderação de Yi Shin Tang (IRI-USP).

Serão fornecidos certificados digitais de participação, porém será necessário confirmar a inscrição em www.bit.ly/DemocratizaPEB.

O Observatório da Política Externa do Brasil é disciplina de extensão ligada ao Núcleo de Estudos Internacionais do Largo São Francisco (NEI/FDUSP) e orientada pelo Professor Geraldo Miniuci (DIN/FDUSP).
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Observatório da Política Externa do Brasil: Informe nº. 83

ObservatÛrio da PolÌtica Externa do Brasil (NEI/FDUSP)

Sumário de temas da agenda de política externa brasileira (23.06.2014 – 06.07.2014):

Desenvolvimento, pobreza e ações de combate à fome
Desenvolvimento, Políticas públicas, Municípios, Relatório PNUD, Segurança alimentar

Meio Ambiente e Recursos Naturais
Métodos alternativos, Nações Unidas, Objetivos do Milênio, Copa do Mundo, Petróleo

Direitos Humanos
Palestina, Israel, sequestro, Direito à Vida

Terrorismo e Narcotráfico
Iraque, EIIL, Boko Haram, Al-Qaeda, Colômbia

Instituições internacionais e cooperação bilateral
EUA, Chile, Acordos bilaterais, Energia, Alfândega


Desenvolvimento, pobreza e ações de combate à fome
Por Matheus Marchiori e Tatiana Braga

O Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+) foi criado após a Conferência Rio+20 para promover políticas de melhoria das condições sociais, econômicas e ambientais da população mundial. Em entrevista concedida ao PNUD-ONU, o diretor do Centro RIO+ atenta para a importância da publicação de indicadores de desenvolvimento na implantação de políticas públicas. Apesar de o acesso a essas informações não ser universal, a divulgação de índices como IDH fornece uma base para a sociedade civil fazer demandas, inserindo-se no processo de elaboração das políticas públicas. Além disso, o diretor informa que, no Brasil, diferentemente de outros países, os municípios são os principais protagonistas das políticas públicas. Ele também dá enfoque à heterogeneidade existente entre os mais de 5 mil municípios brasileiros.

O PNUD publica, em junho de 2014, o Relatório Anual 2013 – um balanço do trabalho da equipe do PNUD no Brasil pelo desenvolvimento humano sustentável, especialmente pela concretização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e pela elaboração da nova agenda global de desenvolvimento pós-2015. Em 2013, o PNUD realizou 96 projetos, que ao todo contaram com o investimento de 80 milhões de dólares. No relatório, estão presentes as áreas centrais de atuação do PNUD no Brasil: ODM para Todos; Desenvolvimento Sustentável e Inclusão Produtiva; Justiça e Segurança Cidadã e Cooperação Sul-Sul. Esse programa busca promover relações mais estreitas com a sociedade civil, assim como o Centro RIO+, e com o setor privado.

Paralelamente, O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, parabenizou hoje os líderes africanos que participaram da Cúpula da União Africana (UA) na capital guineana por “subir na lista” da luta contra a fome. Em pleno Ano Internacional da Agricultura Familiar, foram traçadas metas de estímulo a agricultura familiar sustentável, bem como a criação de vínculos de cooperação Sul-Sul. A insegurança alimentar na África – e em outros lugares – frequentemente tem como causa a falta de acesso à alimentação, não ao abastecimento inadequado. Por isso, um desafio chave para a África é a adoção de um enfoque mais amplo que não só inclua esforços para aumentar a produção, mas também investimentos em proteção social, como os programas de transferências condicionados a renda, programas de dinheiro por trabalho e outros enfoques similares.

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Meio Ambiente e Recursos Naturais
Por Isabella Aragão

Adaptação e alternativas são as palavras-chave para a sobrevivência no contexto global contemporâneo. No cenário nacional brasileiro, em clima de Copa do Mundo e futebol, a violência não ocorre só em campo: o esquecimento do real significado da mascote Fuleco gerou muitas contradições e um grande sentimento de desrespeito para com a preservação da espécie de tatu-bola do Cerrado e da Caatinga. Em perigo de extinção, o tatu-bola, representando o país por ser uma espécie exclusivamente brasileira, vem recebendo pouca atenção e conscientização de sua importância em comparação com os riscos que sofre através da caça ou destruição de seu habitat. Apesar da desconsideração, os ambientalistas exploram alternativas para a preservação dessa mascote especial.

Além desse contexto, as alternativas também se estendem para os laboratórios de pesquisas, os quais pretendem reduzir a quantidade de diferentes espécies de animais usadas como cobaias em laboratórios. No Brasil, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) publicou, no Diário Oficial da União, resolução normativa que reconhece no país métodos alternativos ao uso de animais em pesquisas científicas, categorizando os procedimentos alternativos em “validados”, quando há reconhecimento internacional, e “reconhecidos”, quando recebem a aprovação do Concea. Assim, através de progressivas substituições de experimentos em animais por outros métodos disponíveis – como tecidos produzidos em laboratório por meio de cultura de células e análise de moléculas por programas de computador que permitem compará-las com dados referentes a outras moléculas -, a tendência de adaptação será cada vez mais voltada a tecnologias e menos focada em experimentos que possam causar maus-tratos ou resultados irreversíveis e catastróficos nos genes dos animais testados.

No panorama internacional, mudanças e fatos pedem atenção especial e ideias para lidar com as consequências danosas do ser humano no planeta Terra. A afirmação de um estudo feito pela British Petroleum de que o petróleo mundial poderia acabar em 53 anos assustou países, por exemplo, do Oriente Médio, que dependem tão fortemente desse combustível fóssil para movimentar sua economia. Porém, as estimativas são bastante vulneráveis, visto que já foram realizadas revisões e descobriram-se maiores quantidades de barris de petróleo do que o esperado, principalmente no território estadunidense. Além da possível descoberta de novos poços e fontes, a evolução da tecnologia também pode fazer com que o tempo de vida desse combustível não-renovável se prolongue um pouco mais, substituindo algumas de suas funções energéticas.UNEA

Durante a primeira Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA), criada após demanda identificada na Rio+20 por mais representatividade para abordar o meio ambiente e composta por 193 Estados-membros, surgiram questões de grande peso e que gerariam possibilidade de afetar o meio ambiente e a política globais. Realizada durante uma semana em Nairóbi, capital do Quênia, a Assembleia trouxe à tona os crimes contra o meio ambiente, por exemplo, que não se restringem mais à destruição apenas da natureza, mas também financiam atividades de milícias e de grupos terroristas, ameaçando a segurança internacional. Além de seu impacto ambiental, o tráfico ilegal dos recursos naturais, a exploração florestal, a caça ilegal e o tráfico de animais, a pesca ilegal, a mineração ilegal e o vazamento de resíduos tóxicos privam as economias em desenvolvimento de bilhões de dólares em lucros, perdidos para encher os bolsos dos criminosos. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, participou da sessão de encerramento da UNEA, reforçando a necessidade de criar uma estrutura reforçada na ONU para o debate do meio ambiente e elaborar uma agenda pós-2015 universal de desenvolvimento sustentável. Porém, o secretário lembrou que o mundo não pode seguir os padrões atuais de gerenciamento do planeta e, à medida que a população aumenta, é preciso reconhecer que o consumo dos recursos do planeta não é mais tão sustentável. Os Objetivos do Milênio, também atrasados quanto ao cumprimento de suas promessas, não devem ser esquecidos, sendo eles:

  1. Redução da pobreza;
  2. Atingir o ensino básico universal;
  3. Igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres;
  4. Reduzir a mortalidade na infância;
  5. Melhorar a saúde materna;
  6. Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças;
  7. Garantir a sustentabilidade ambiental;
  8. Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.

O grande desafio de adaptação, atualmente, é equilibrar o delicado ecossistema global com as pressões naturais humanas. A seleção natural já não é mais adequada, devido ao seu caráter individualista. Para progredir e preservar, é necessário combinar condições alternativas com um sentimento de união, capaz de modificar as bases rígidas da sociedade e possibilitar novas opções de sobrevivência e vivências.

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Direitos Humanos
Por Lucas Abdo, Paulo Guedes e Raquel Oliveira

A situação tensa entre israelenses e palestinos só se intensificou nas últimas semanas. Tal intensificação é resultado do sequestro de três estudantes religiosos israelenses, os quais foram encontrados mortos nesta segunda-feira (30) pelas forças de segurança israelenses. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, em manifesto ao ocorrido, culpou o grupo terrorista Hamas pela morte dos três estudantes e afirmou que esse grupo “pagará caro”. Ainda como represália, o Exército de Israel explodiu as casas de dois membros do Hamas, Marwane Qawasmeh e Amer Abu Eisheh, os quais são considerados os principais suspeitos do sequestro.

Não bastando isso, entre o período em que os garotos foram sequestrados e que foram encontrados mortos (o sequestro ocorreu no dia 12 de junho) houve uma comoção nacional por vingança ao ocorrido, o que resultou em uma operação realizada pelo Exército israelense. Essa operação, em apenas 18 dias, prendeu 370 militantes islâmicos (a Associação de Prisioneiros Palestinos diz que foram 600 presos), o que evidencia a ausência de proteção dos Direitos Humanos nessa região do planeta.

Segundo o jornal Estado de São Paulo, “Fontes do serviço de segurança afirmaram à agência EFE que o serviço secreto israelense obteve a pista sobre a localização dos corpos após interrogar os primeiros detidos e passou a concentrar as buscas ao redor da cidade de Hebron.”. Isso, mais uma vez, alude a uma possível violação de Direitos Humanos, pois há grandes chances de um interrogatório como esse ter se valido de práticas de tortura com a finalidade de obter as informações pretendidas. Ora, segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em seu artigo 5º, “Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.”. Valendo-se do artigo dessa Declaração para condenar possíveis atos de tortura realizados pelo serviço secreto de Israel, não se pretende inocentar os culpados pela morte dos três garotos israelenses. Ocorre, porém, que uma violação de direito humano não justifica uma outra violação de direito humano. Os culpados pelas mortes devem sim receber uma sanção, mas esta deve ser consequência de um julgamento justo, no qual a ampla defesa e o contraditório se verifiquem, a fim de que ambas as partes possam expor seus argumentos sobre o ocorrido.

O presidente de Israel, Shimon Peres, e o movimento radical islâmico Hamas também se manifestaram. O primeiro disse que Israel irá combater com “mão de ferro” o terrorismo e que levará à Justiça os responsáveis pela morte dos garotos. Já o Hamas defendeu seu não envolvimento no sequestro e afirmou que reagirá caso Israel tenha atitudes violentas no território palestino da Faixa de Gaza, o qual é dominado pelo grupo terrorista. Coincidência ou não, no dia 16 de junho o adolescente palestino Mohamed Abu Khder foi sequestrado e morto (Abu Khder foi queimado vivo), o que faz muitos acreditarem ser uma vingança de Israel às mortes dos três adolescentes israelenses. Desde a morte de Abu Khder, palestinos revoltados começaram a clamar por um novo levante contra Israel. Palestinos confrontaram a política israelense e o Hamas laçou foguetes contra Israel. Em resposta, no dia de hoje (5 de julho), aviões de guerra de Israel bombardearam três alvos do movimento Hamas na Faixa de Gaza.

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Combate ao Terrorismo e ao Narcotráfico
Por Giovana Nakano

No Iraque, especificamente nas regiões norte e oeste, deve-se destacar a continuação da ofensiva promovida pelo grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), cujo objetivo é implantar um regime muçulmano no Iraque e na Síria. O sucesso obtido nos ataques dos militantes, como a emboscada de um comboio policial que transferia presos, mostra a insuficiência das forças militares iraquianas. Tal fato pode ser muito bem exemplificado pela fuga das tropas (havendo o abandono de suas armas e equipamentos) devido ao avanço dos militantes do EIIL.No dia 24 de junho, foi divulgada a ocorrência de um novo sequestro na Nigéria. O fato teria acontecido durante uma série de ataques nas regiões do Estado de Borno. O Boko Haram teria sequestrado 91 pessoas, sendo 60 mulheres e meninas. Desde abril, tem-se um total de 200 meninas mentidas reféns. Outra ocorrência sobre o grupo terrorista foi a morte de mais de 50 pessoas em um ataque organizado contra igrejas no nordeste da Nigéria.

Na última quinta-feira, as autoridades norte-americanas anunciaram que coordenarão medidas para aumentar a segurança em aeroportos internacionais com conexão direta com o país. A causa desta ação é a análise de dados de inteligência e o alerta de um possível desenvolvimento de explosivos difíceis de detecção por parte de grupos terroristas vinculados à Al-Qaede, os quais operam na Síria e no Iêmen.

Com relação à Colômbia, pode-se ressaltar a reeleição do presidente Juan Manoel Santos, pautada no discurso em prol das negociações com as Farc, que tem como prioridade a questão de paz. Em entrevista, a embaixadora colombiana, Patricia Cardénas Santamaría, destacou os avanços nas discussões que estão sendo travadas em Havana, já tendo havido o consenso de três dos cinco pontos propostos. Patricia também comentou sobre a integração Mercosul-Aliança do Pacífico, afirmando que a “aproximação é natural”.

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Instituições Internacionais e Cooperação Bilateral
Por Marina Arvigo, Thais dos Santos e Thomás Peresi

Em meio aos elogios ao regime de governo chileno, especialmente, ao papel de liderança que a democracia chilena representa à América Latina, a presidente do Chile, Michelle Bachelet assina acordos de cooperação bilateral com o governo norte-americano, em visita à Casa Branca. Diante as diversas áreas de discussão, os assuntos energéticos e de alfândega adquiriram novo relevo através da assinatura de acordos bilaterais. No que tange ao setor energético, o Ministério de Energia chileno informou que o acordo está centrado em assuntos de “eficiência energética, redes inteligentes, gás natural não convencional, e o fortalecimento de energias renováveis para enfrentar a mudança climática”.Já no âmbito alfandegário, os governos americano e chileno assinaram um acordo para aumentar a parceria e assistência mútua, para recrudescer a proteção “contra delitos como a evasão fiscal, proliferação, lavagem de dinheiro e atividades relacionadas ao terrorismo”, segundo a Casa Branca. Cumpre ressaltar a relação entre EUA e Chile ganhou especial relevância para Washington pois o país sul-americano ocupa um assento não permanente no Conselho de Segurança da ONU até dezembro de 2015, e o governo de Obama quer conseguir esse apoio para futuras resoluções sobre crises como as do Iraque, da Síria e da Ucrânia.

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Algumas notícias:


Dúvidas sobre o Observatório da Política Externa do Brasil do NEI/FDUSP? Contate-nos em observatorio@nei-arcadas.org.